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Pará se destaca com estratégia de bioeconomia em levantamento internacional

O Estado foi destacado pelo presidente do Fórum Mundial de Bioeconomia

Pará se destaca com estratégia de bioeconomia internacionalmente. Foto: Oswaldo Forte/Ag. Pará

O Brasil é um dos países com mais avanços em iniciativas de economia verde nos últimos 16 meses, de acordo com um levantamento inédito feito pelo Fórum Mundial de Bioeconomia (WBF, na sigla em inglês), que também avaliou Estados Unidos, China e Índia, entre outros. Ainda assim, a ausência de políticas públicas tira o País da vanguarda na bioeconomia, afirma o finlândes Jukka Kantola, que preside a organização. “O Brasil tem todo tipo de oportunidade para se tornar líder em bioeconomia”, diz Kantola. “Há um grande potencial, mas não conseguimos medi-lo porque ainda não existe uma estratégia.”


Para além dos ganhos ecológicos, afirma Kantola, o Brasil pode se beneficiar financeiramente de uma bioestratégia, segmento que deve alcançar em breve um terço de todas as atividades econômicas no planeta, segundo pesquisa do WBF. “Os Estados Unidos atualizaram a bioestratégia recentemente e a China anunciou a primeira em maio deste ano. São quase 60 nações com uma bioestratégia em vigor.”


A Finlândia é tida como um exemplo mundial por ter incluído a bioeconomia como estratégia de crescimento desde 2014. Jukka afirma que gostaria de ver o Brasil consolidando uma bioestratégia eficaz. "O Brasil conta com recursos abundantes, mas não ilimitados. Gostaríamos de ver o Brasil caminhando para uma bioestratégia própria, que não existe hoje. Quando você tem isso, cria-se uma ideia nacional de qual direção o País deveria seguir".


O finlandês considera Belém, capital do Pará, como a porta da Amazônia. Jukka afirma que é necessário descobrir uma maneira de responsável de atuar com a matéria-prima na Amazônia. "Toda a nossa temporada de 2021 do Fórum de Bioeconomia foi dedicada ao Brasil e ao Estado do Pará. Eles estão percebendo que podem imprimir valor agregado a partir dos recursos que têm, mas que precisam ter uma forma compreensível e responsável para atuar com a sua própria matéria-prima. Quando se trata da Amazônia, há um número significativo de indígenas e eles precisam ter seus direitos respeitados. Quando olhamos para a bioestratégia do Pará, acho que é bastante equilibrada, com áreas preservadas dentro dela. Devo dizer que não são muitos os que têm noção das questões sociais na estratégia da bioeconomia, me parece que o Estado está fazendo um bom trabalho nisso", conclui o presidente do WBF.


Com informações do Estadão


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