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Evento de ciência e inovação tecnológica acontece no Pará, em setembro

O evento reúne os 27 representantes das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), secretários estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTeI), além de representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia, (MCTI), Ministério da Educação, entidades federais e internacionais de CTeI

Foto: Tapajós de Fato

Entre os dias 27 e 30 de setembro, a cidade de Santarém, no Oeste do Pará, será a capital da Ciência e Tecnologia. O município vai ser sede do Fórum Nacional CONSETIC e CONFAP. O evento reúne os 27 representantes das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), secretários estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTeI), além de representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia, (MCTI), Ministério da Educação, entidades federais e internacionais de CTeI. O centro do debate tecnológico e científico será a região amazônica.

O evento será realizado pelo Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (CONSECTI) e pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica do Pará (Sectet) e a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa).

No último sábado (23), o presidente da FAPESPA, Marcelo Botelho, apresentou o Fórum Nacional CONSETIC e CONFAP para a imprensa santarena e compartilhou as expectativas para o Fórum. No evento, além de Botelho, esteve também a vice-reitora da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Solange Ximenes, e o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém, Alexandre Augusto Lima Chaves.

Um dos pontos destacados pelo Presidente da FAPESPA foi a escolha do município para sediar o evento em que serão tomadas importantes decisões para a Ciência e Tecnologia do país. Botelho afirma ser importante que as discussões sobre ciência saiam das capitais e se interiorizem. “Debates importantes para ciência e tecnologia no país e discutir a Amazônia precisa ser na Amazônia. Então, trazer para Santarém tal evento, tem um elemento importante, não só simbólico, mas conjuntural de você viver um pouco, sentir”, comenta Marcelo Botelho.

O evento objetiva a tomada de decisão referente a pesquisas científicas e inovação tecnológica; por isso, não haverá plenária com a participação da comunidade civil. Botelho afirma que a sociedade civil “participa continuamente no momento em que as universidades são extremamente participativas, as associações comerciais são extremamente participativas como eu disse [...] você não toma [decisões] somente com base naquele único dia. Então, esse é um evento estratégico onde se coletam as informações, as informações coletadas previamente vêm à tona para gente ter um rumo, decidir se for necessário mudança de rumo”. A população poderá assistir ao evento em transmissão pelo Youtube.

O Fórum contará com a participação da UFOPA como entidade representante da sociedade civil, especificamente, por se acreditar que são os pesquisadores da universidade que mantêm o contato mais próximo com a sociedade. A vice-reitora da UFOPA, Solange Ximenes, comenta sobre a participação da Universidade no evento: “a participação da universidade (...) é estratégica sobretudo porque resgata o papel da universidade como uma agência de produção de conhecimento, então, para nós isso, de fato, é muito importante e temos a possibilidade de, em um evento dessa natureza, reunir os nossos pesquisadores, produtores de conhecimento”.

A vice-reitora afirma ainda que foi um grande desafio aceito pela UFOPA, mas que é um grande prazer para a universidade poder participar do evento também. “Principalmente, porque fica localizada bem no centro da Amazônia e a gente sabe que muitas iniciativas e projetos de extensão são organizados, principalmente, na manutenção da floresta em pé. Então, acho que vai ser um ponto interessante para nossa instituição”, afirma. A abertura oficial do evento será no auditório do restaurante Casa do Saulo e terá a participação do governador do estado do Pará, Helder Barbalho. A respeito do evento, espera-se que as abordagens sejam no âmbito do desenvolvimento sustentável da região, respeitando as diversidade sociocultural amazônica e, principalmente, que forneçam tecnologias que possam ser ferramentas para fortalecer e recuperar; além disso, que se consigam mitigar os danos causados pelas mudanças climáticas que, atualmente, são de grande preocupação para a região; ademais, espera-se, ainda, que tais decisões estratégicas, tanto a curto, a médio, quanto a longo prazo, cheguem até aos amazônidas.


Fonte: Tapajós de Fato


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