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BRECHÓS: Conheça o modelo que tem impactado a economia paraense

Segundo pesquisas, os brechós devem superar o mercado fast fashion até 2030

Valéria Farias, idealizadora do Garimpo 92.

A economia consciente tem ganhado força no Brasil, e a Região Norte não ficou de fora dessa transformação de mercado. Desde a pandemia, o modelo de consumo da população mudou, principalmente em decorrência dos altos preços que as roupas do chamado fast fashion passaram a ter.


O fast fashion é uma tendência de moda com o ciclo rápido, onde a produção é feita em larga escala e com baixa qualidade. Esses produtos inundam as prateleiras das lojas ao redor do mundo e, após um curto prazo, são substituídos por uma nova coleção que também logo será renovada.


Em contrapartida a esse consumo instantâneo de tendências, surge a economia circular, slow fashion ou upcycling. Uma modalidade que incentiva o repasse de roupas que não fazem mais parte do seu estilo pessoal, é dar novos usos ao que está inutilizado no seu guarda-roupas. Segundo o relatório The circularity Gap Report, de 2019, apenas 9% da economia global é circular, ou seja, o planeta utiliza menos de 10% de tudo o que é produzido.


A partir disso, ganham forças os brechós. Lojas de roupas, acessórios e sapatos usados e em bom estado. Esse modelo de negócios é baseado na economia circular e visa, além dos bons preços, a redução do desperdício de material. Segundo pesquisa da Associação Comercial de São Paulo, foi projetado um crescimento de 29,6% do volume de vendas dos brechós em 2022. O esperado é que o mercado de roupas usadas ultrapasse o varejo de moda em 2024.


Valéria Farias, Idealizadora do brechó paraense Garimpo 92, fala sobre os pilares da moda sustentável. "A moda sustentável tem os pilares básicos: meio ambiente, politica, economia e sociedade. Não existe moda sustentável sem os 4 pilares", afirma.


Em Belém, os brechós se consolidaram e se multiplicaram durante a pandemia. Segundo o portal O Liberal, a procura por brechós aumentou de 40% a 80% apenas durante a pandemia. Ou seja, essa modalidade passou a ser parte importante da economia paraense, gerando uma diferença no perfil de consumo da população.


Valéria ainda afirma que a alteração na forma de consumo pós pandemia fez com que a procura por roupas de brechós aumentasse. "Após a pandemia a procura ficou maior. Até por que o mercado de roupa nova teve um aumento significativo, fazendo com que a procura (por roupas usadas) fosse maior. E também algumas pessoas começaram a mudar seus hábitos de consumo, sendo mais conscientes e querendo também ajudar mais o microempreendedor".


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