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Petrobras quer Iniciar Exploração de Petróleo na Foz do Amazonas

O investimento inicial do projeto na região será de R$ 2 bilhões. Durante 10 anos, a estatal fez estudos sobre viabilidade, impacto e outros temas relacionados à exploração


Petrobras na Amazônia, Margem Equatorial
Divulgação Petrobras

A Petrobras quer começar a exploração de petróleo de uma área chamada Foz do Amazonas, que fica a 160 quilômetros do litoral do Amapá. A estatal adquiriu áreas nesta região há quase 10 anos e fez alguns estudos sobre viabilidade, impacto e outros temas relacionados à exploração.


Para perfurar o primeiro poço, a Petrobras precisa de uma licença do Ibama, mas existem dois inquéritos do Ministério Público (MP) do Amapá e do Pará recomendando que o Ibama não emita esta licença.



ONGs e instituições ambientais também são contra a exploração. O argumento é que não existem estudos suficientes sobre os riscos de um possível vazamento de óleo na região, ou seja, a chegada de petróleo na costa brasileira e em países vizinhos. Além disso, comunidades indígenas e ribeirinhas da região serão impactadas pela exploração e ainda não teriam sido consultadas pela estatal.


Ao jornal O Globo, a Petrobras disse que os dados apresentados em um estudo de 2015 ainda são válidos, mas admitiu que vai fazer um novo estudo de impacto, ainda sem data. A empresa disse também que vai realizar, nas próximas duas semanas, 18 reuniões com comunidades locais para "informar às partes interessadas sobre a atividade a ser desenvolvida e os impactos, além de tirar dúvidas". A expectativa da Petrobras é que a licença saia até o fim deste ano.


O investimento para a exploração na região será de R$ 2 bilhões. Ainda segundo o jornal, o Ibama foi procurado, mas não se manifestou.


“A Margem Equatorial é considerada uma área estratégica para a Petrobras e uma das fronteiras em águas profundas mais promissoras da indústria offshore no Brasil, com expressivo potencial petrolífero”, afirmou Marco Carminatti, gerente executivo da empresa. Sobre os impactos ambientais da extração de petróleo nessa área, a Petrobras tem contestado análises que sugerem um risco acentuado de contaminação em áreas marítimas, inclusive na Foz do Amazonas.


Um acordo entre a Petrobras e o IBAMA definiu a realização em novembro de um teste pré-operacional para avaliar o plano de contingência em caso de vazamento. Se tudo der certo para a estatal, a ideia é abrir o primeiro poço a 179 km da costa do Amapá.


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