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Paraenses desenvolvem respiradores que funcionam sem a necessidade de energia elétrica

Inovação facilitará o tratamento de doenças respiratórias em comunidade ribeirinhas do Pará



A Universidade Federal do Pará (UFPA), em parceria com a Hydro, está desenvolvendo um protótipo de aparelho auxiliar para respiradores. A pesquisa teve início durante a pandemia de Covid-19, como parte de um convênio técnico-científico entre a empresa e a universidade, e ganhou um novo propósito após a diminuição do uso de respiradores com o avanço da vacinação.


Agora, o objetivo é adaptar o aparelho para torná-lo móvel e utilizável em ambulâncias e ambulanchas, especialmente em regiões da Amazônia onde o acesso é possível apenas por meio de rios.


Uma das principais inovações do protótipo é a sua capacidade de funcionar sem a necessidade de energia elétrica. O aparelho utiliza um tanque de oxigênio e ar comprimido para manter o respirador em funcionamento, o que o torna independente de fontes de energia externa. A duração do funcionamento depende da capacidade de armazenamento do cilindro, o que pode ser uma solução eficiente para áreas com restrições no fornecimento de energia.


“A parceria entre a UFPA e a Hydro tem demonstrado o potencial de inovação e a capacidade de enfrentar desafios tecnológicos para desenvolver soluções que possam ter um impacto positivo na área da saúde, especialmente em regiões de difícil acesso, como a Amazônia. O protótipo de aparelho auxiliar para respiradores representa uma contribuição significativa para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 e para a busca de soluções criativas e acessíveis na área da saúde. Esse projeto, assim como todos os outros do convênio com a UFPA, está alinhado com as metas de sustentabilidade da Hydro”, afirma Marcelo Montini, consultor químico sênior da Hydro.


O projeto contou com alguns desafios, como o desenvolvimento de um protótipo de acionador automático de Ambu, utilizado em unidades de terapia intensiva (UTIs), que está atualmente na segunda fase de estudos.


Além disso, o sistema pneumático foi mantido como uma abordagem predominante, devido à necessidade de independência elétrica do aparelho, o que pode beneficiar cidades com deficiência energética. Outro desafio foi o desenvolvimento de um sistema gerenciador para tratar e mostrar aos gestores os dados colhidos pelos sensores.


“O equipamento desenvolvido pela pesquisa auxilia no monitoramento de parâmetros vitais de pacientes com síndrome respiratória grave, como nível de oxidação e batimento cardíaco, compensando o fornecimento de oxigênio quando necessário. Esse diagnóstico é fundamental para selecionar quais pacientes realmente precisam de respiradores mecânicos e quem pode ter a oxidação estabilizada no próprio aparelho auxiliar. A segunda etapa do projeto vai permitir a portabilidade em ambulâncias e embarcações, ajudando no transporte seguro de pacientes de locais distantes”, explica o coordenador do projeto e professor da UFPA, Marcelo de Oliveira.


Um dos destaques do projeto é o baixo custo de produção do aparelho, que utiliza peças facilmente encontradas, como o raspberry, e tem um custo estimado de apenas R$ 3 mil em equipamentos e acessórios. Além disso, o tempo de produção é rápido, podendo o aparelho ser montado em uma semana, desde que todas as peças necessárias estejam disponíveis.


O projeto também já está em processo de submissão de patente e tem rendido resultados significativos, como a publicação de um artigo internacional e uma dissertação de mestrado. O protótipo já está funcionando e os próximos passos incluem o desenvolvimento de uma versão 2.0, com foco em aspectos como ruído, transporte no manuseio, sistema de bateria e adaptação para um sistema portátil, a fim de ser utilizado em barcos e ambulâncias.


Rosana Pinto

Consultora de Comunicação Sênior


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