top of page

Startup paraense quer se tornar fintech e atingir 20 mil clientes ativos no Brasil em 2024

Tecnologia desenvolvida por empresa paraense de 20 mil médicos ativos no Brasil, além de quadruplicar seu faturamento, passando de R$ 1 milhão


startup paraense
Adailton Lima, CEO e um dos sócios-fundadores da MedBolso (Foto: Divulgação)

Com o lema “menos burocracia e mais tempo para a medicina”, a healthtech paraense MedBolso tem, há cinco anos, tornado a gestão da rotina financeira dos profissionais da área da saúde (médicos, cooperativas e empresas de serviços médicos) muito mais prática e eficiente.

A startup residente no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, em Belém, desenvolveu, em 2018, um SaaS com aplicativo integrado ao sistema web, que auxilia os profissionais da saúde na gestão do faturamento de todos os procedimentos, plantões e consultas realizadas. Assim, otimiza a diminuição de glosas, faturamentos não recebidos ou recusados por problemas de comunicação entre clínicas e convênios.

Tudo começou quando dois médicos anestesistas se cansaram das falhas na gestão das guias médicas na cooperativa da qual faziam parte. Decidiram unir esforços com um administrador experiente em gestão de cooperativas, e criar a própria ferramenta. Para tal, se aproximaram da Execute TI, desenvolvedora de aplicativos, e não demorou muito para que os sócios desta empresa percebessem o potencial de mercado do software que iriam criar, e que a solução poderia se tornar uma startup. O total investido por todos os sócios na startup até agora foi de R$ 700 mil.

“Começar com um sócio cliente ajudou muito no início, mas isso não significa que aquele cliente inicial é o resto do mercado. Nosso primeiro desafio foi entender que precisávamos aprender com o mercado como um todo, tornar a solução mais flexível para atender outras dores”, enfatiza Adailton Lima, CEO e um dos fundadores da MedBolso, em papo com o Startups para a série Além da Faria Lima.


Quem paga pelo plano SaaS da MedBolso é o próprio médico. Segundo Adailton, a solução oferece uma versão grátis, com a função agenda liberada, e a paga, com valor inicial de R$12 e que chega a R$ 117 reais, com todas as funções liberadas. Atualmente são 2 mil médicos utilizando a solução, entre pagantes e a versão freemium.

Quero ser fintech


Hoje como SaaS, o MedBolso funciona como um ERP e possui as informações de gestão dos serviços prestados pelos médicos, bem como as informações de gestão de contas a pagar, receber, e a divisão de valores individuais por profissional de acordo com os contratos atuais das empresas.

O próximo passo que a healthtech quer dar é fintechzar seus serviços em 2024. “Vamos avançar na oferta de adiantamento dos recebíveis, ou seja, oferecer aos profissionais a oportunidade de receber logo os valores de serviços que eles já prestaram, porém ainda não receberam”, adianta Adailton.


O mercado hoje em dia faz esse adiantamento de recebíveis apenas com contratos diretos com as clínicas e hospitais. Ainda de acordo com o CEO, atualmente pode demorar, em média, 70 dias para que os médicos recebam dos convênios/planos de saúde pelos serviços prestados.


A MedBolso já está desenvolvendo junto a parceiros, como o MVBank, uma forma inovadora de realizar o adiantamento de recebíveis diretamente aos médicos e atrelando os contratos e risco às PJs médicas onde o médico é sócio da empresa ou cooperativa. A solução permitirá a criação de conta digital e atrelar os recebimentos dos médicos a essas contas, tornando o adiantamento menos arriscado e com melhores taxas no mercado.


Além do plano de fintechzação, a startup de Belém do Pará também quer crescer escalonando com Unimeds pelo país. Isso porque a Poc feita com a Unimed de São José do Rio Preto foi muito bem sucedida. “Os cooperados tinham dificuldade de visualizar os extratos de recebimento, então fizemos uma integração com o sistema deles, permitindo ao médico acrescentar dados de outros hospitais, não somente da Unimed”, explica Adailton.


Em cinco anos de operação, o SaaS da MedBolso já gerenciou mais de 2 milhões de horas de plantões, com mais de R$ 60 milhões em plantões médicos gerenciados e pagos. Para o ano que vem, a startup tem a meta de ampliar sua base para mais de 20 mil médicos ativos no Brasil, além de quadruplicar seu faturamento, passando de R$ 1 milhão.


Reconhecimento


Desde seu segundo ano de vida, a MedBolso vem acumulando reconhecimento do seu trabalho por parte do ecossistema e mercado. Em 2019, a startup participou do Inovativa Brasil, programa nacional de aceleração em que pode estruturar um planejamento de crescimento e a compreensão do mercado de venture capital nacional.


Em 2020, foram selecionados no Startup Pará, programa paraense de aceleração de negócios inovadores ainda em andamento, onde puderam focar no desenvolvimento de novos produtos e avançar no marketing para expansão do mercado da MedBolso.

Já em 2021, a expertise no gerenciamento de serviços médicos garantiu à healthtech o primeiro lugar no Desafio 1 da área de Saúde do Pitch.Gov ES, concurso nacional de inovação promovido pelo Governo do Espírito Santo. Como vencedora, a startup passou a implantar sua solução tecnológica para a gestão de escalas e plantões médicos em hospitais do Governo do ES.


Por Startup.com.br


Leia Mais:

  • Descubra um novo jeito de fazer network e desenvolver novas habilidades com a Comunidade Belém Negócios

  • Faça parte do BlackStage, mentoria empresarial inédita no Norte do Brasil

  • Acompanhe todas as notícias do Belém Negócios, entre para o Grupo no WhatsApp

  • Belém Negócios lança iniciativa Oficina de Negócios, um ambiente exclusivo para quem quer começar a sua própria empresa

bottom of page