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Os 5 principais desafios de infraestrutura em Belém para sediar a COP-30

Atualizado: 21 de jul. de 2023

Confira os gargalos que a capital paraense deve solucionar em tempo recorde



Com a escolha de Belém para sediar a Conferência do Clima das Nações Unidas em novembro de 2025, muitos gargalos da cidade vieram à tona. Sem dúvida será o maior evento já realizado nos 407 anos da cidade. Neste texto, focaremos somente nos problemas de infraestrutura da cidade, excluindo questões como saúde, segurança pública, etc.


Listamos aqui os 5 maiores problemas de infraestrutura da capital paraense


Mobilidade Urbana


A começar pelo transporte público na capital, com sua antiga frota de ônibus. Não oferece conforto ao passageiro e é altamente poluente ao meio ambiente, o que vai totalmente contra o objetivo do evento. O transporte público da cidade serve somente a parcela da população que realmente não tem condições de usar transporte por aplicativo ou taxi, o que faz com que muito mais carros circulem nas ruas. Tornando o transito difícil, além de aumentar demasiadamente a poluição. A falta de conforto, vai além da frota de ônibus os pontos de parada de ônibus são um não oferecem o mínimo de condições para o usuário.


Saneamento Básico


Os chamados 'canais' são marca registrada da capital paraense. Se agravam nas periferias, porém não se restringem somente a elas, são facilmente encontrados nos bairros do centro da cidade, inclusive nos mais nobres. De acordo com dados disponibilizados pelo Sistema Nacional sobre Saneamento (SNIS), Belém tem menos de 3% de seu esgoto tratado e somente 15% da população da capital paraense possui coleta de esgoto. Esses números colocam Belém como a 4ª pior cidade brasileira em tratamento de esgoto, perdendo somente para três cidades em todo o país, curiosamente, sendo uma delas, a vizinha Ananindeua.


Aeroporto


O Aeroporto Internacional de Belém será a principal porta de entrada para os visitantes que chegarão para a COP 30. O terminal de passageiros de Val de Cans opera acima de sua capacidade e não oferece o mínimo conforto aos seus passageiros. Além da urgente necessidade de ampliação do terminal de passageiros, o aeroporto precisa ter também seu pátio de aeronaves ampliado consideravelmente. Além de taxiways para facilitar a manobra de aeronaves de grande porte (wide bodies) que serão cada vez mais frequentes em Val de Cans.


Rede Hoteleira

O setor hoteleiro na capital também não está pronto, hoje a cidade conta apenas com aproximadamente 20 mil leitos. A COP 30 promete trazer à Belém aproximadamente 60 mil pessoas. Hoje a cidade só teria capacidade de atender 42% da demanda do evento. O levantamento foi feito pela Associação Brasileira de Indústria de Hotéis (ABIH). Em aproximadamente dois anos e meio restantes para a data do evento, a cidade precisará de 35 mil novos leitos em hotéis para atender os visitantes. Para a ABIH, a ajuda do poder público será fundamental na resolução deste gargalo, que poderá deixar ótimos legados para o turismo da região após o evento.


Trânsito


Segundo dados da Secretaria de Mobilidade da capital em 2021 a cada hora pelo menos um acidente é registrado no transito da cidade, o que soma uma média de quase mil acidentes por mês e até 30 acidentes por dia. A cidade precisa de intervenções imediatas com grandes investimentos em melhorias para que possas estar preparada para receber a COP 30, porém a boa notícia é que eventos desta magnitude aceleram soluções e deixa bons legados para a cidade após a realização da conferência. Além de colocar Belém nos olhos do mundo, o que pode fomentar e perpetuar definitivamente o ainda fraco turismo na Amazônia. Fontes: https://agenciabelem.com.br/ https://revistaoeste.com/ https://www.oliberal.com/ Texto: Bruno Fernandez VEJA MAIS



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