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Belém pode ser a Primeira Cidade a Implantar um Sistema de Cuidados no Brasil

ONU Mulheres e Prefeitura de Belém apresentam projeto piloto sobre cuidados na XV Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe


Onu Mulheres
(Foto: ONU Mujeres/Demian Marcelo Marchi)

O movimento pioneiro para a criação de um sistema de cuidado em Belém (Pará) ultrapassou fronteiras e chegou até Buenos Aires, na Argentina. O projeto desenvolvido por ONU Mulheres, Open Society Foundations, Prefeitura de Belém (PA) e Fundação Papa João XIII (Funpapa) foi apresentando durante a XV Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe na quarta-feira (9), no painel “Entre os tecidos sociais e o Estado: experiências territoriais e comunitárias de cuidado”.


Neste ano, a Conferência aborda “A sociedade do cuidado: horizonte para uma recuperação sustentável com igualdade de gênero”, tema diretamente relacionado à parceria desenvolvida em Belém, que culminou no convite para a participação de representantes envolvidas no projeto“Construindo caminhos para um sistema de cuidados integrados em Belém”. Ao lado de representantes de ONU Mulheres, Georgina Galvão, coordenadora do Banco do Povo de Belém, e Elza Rodrigues, coordenadora da Coordenadoria Antirracista da Prefeitura de Belém participaram do evento.



O projeto desenvolvido na cidade de Belém foi apresentado na XV Conferência Regional por Anastasia Divinskaya, representante da ONU Mulheres no Brasil, e por Georgina Galvão, que na oportunidade representou a Prefeitura Municipal de Belém. O painel sobre experiências comunitárias e territoriais de cuidado foi moderado por Raquel Cremades, especialista regional de políticas de empoderamento econômico de ONU Mulheres, e também contou com a participação de Gabriel Katopodis, ministro de Obras Públicas da Argentina; de Norma Sanchís, diretora da Associação Lola Mora; de Ana Falú, diretora Executiva da ONG Ciudades Feministas; de Marta Ferreyra, diretora geral da Política Nacional de Igualdad y Direitos das Mulheres do IN Mujeres México; e de Natalia Moreno, diretora do Sistema Distrital de Cuidado de Bogotá.


O esforço conjunto para a valorização do trabalho de cuidado e transformação da vida das mulheres foi destacado por Anastasia Divinskaya durante a apresentação no painel. “Cada passo e ação do projeto em Belém é participativo, realizado com mulheres organizadas em movimentos sociais, dando às mulheres indígenas, rurais, negras, migrantes, mulheres trans e muitas outras, oportunidades para contribuir na construção de caminhos para um sistema de cuidado integrado”, reforçou a representante da ONU Mulheres no Brasil. Em sua fala, Anastasia lembrou que a capital paraense faz parte do nome da Convenção de Belém do Pará, o tratado da Convenção Interamericana para a Prevenção, Punição e Erradicação da Violência contra a Mulher, o que torna o projeto ainda mais simbólico.


Integrante do grupo gestor do projeto, Georgina Galvão apresentou um breve panorama do desenvolvimento e dos principais objetivos esperados com a construção de um sistema de cuidados integrados em Belém. “Estamos planejados mapear em Belém a realidade de cuidado nos territórios de forma participativa, com uma abordagem dialógica, identificando o que as mulheres fazem ou recebem como cuidado e que tipo de redes acessam, sejam comunitárias ou públicas. Ao mesmo tempo estaremos georreferenciando essa escuta. O diagnóstico será participativo, realizado com mulheres organizadas em movimentos sociais”, pontuou. Georgina disse ainda que o projeto possui, ao menos, duas linhas de trabalho que alcançam atores governamentais e da sociedade civil, sempre em busca de um panorama de melhoria e transformação da vida das pessoas envolvidas em tarefas de cuidado, seja ele remunerado ou não.


“Construindo caminhos para um sistema de cuidados integrados em Belém” foi iniciado em maio de 2022 e tem previsão de implementação até agosto de 2024. Ao atuar em parceria com a Prefeitura de Belém, a ONU Mulheres espera reduzir as disparidades que refletem em diferentes aspectos da vida das mulheres, incluindo na inserção econômica no mercado de trabalho.



A Conferência – Realizada de 7 a 11 de novembro, a XV Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe conta com a participação de representantes de governos, organismos das Nações Unidas e intergovernamentais, academia e sociedade civil, em particular movimentos feministas e de mulheres.


Esta é a 15º edição do evento, que é o principal fórum intergovernamental regional das Nações Unidas sobre os direitos das mulheres e a igualdade de gênero. Organizada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), a Conferência conta, desde 2020, com a coordenação da ONU Mulheres.


Durante o evento são realizadas diferentes reuniões, encontros e compartilhamentos de experiências para, entre outros direcionamentos, apresentar recomendações para políticas públicas de igualdade de gênero, realizar avaliações periódicas das atividades realizadas em cumprimento aos acordos regionais e internacionais, e constituir um fórum de debate sobre igualdade de gênero.


*Fonte: ONU Mulheres


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