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A Posição Das Autoridades Brasileiras VS A Realidade: O Desmatamento Negociado

Dados desmentem a posição das autoridades brasileiras na COP26; No geral, o Brasil só fez cena para fotos

Área recém queimada para expansão pecuária, em Trairão, Pará, em setembro de 2021 – Foto: © Victor Moriyama / Greenpeace

Segundo o INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais), os alertas sobre o desmatamento na Amazônia tiveram um crescimento de 5% em outubro em comparação com o mesmo mês do ano passado, um recorde histórico para o período. Este valor corresponde a um total de 877 km² sob alerta de desmatamento nos estados do Norte e Centro Oeste do país.




O levantamento foi divulgado na mesma semana em que representantes do Brasil prometeram acabar com o desmatamento ilegal até 2028 durante a COP26.


Negacionismo crônico


Na conferência do clima, o regime de Jair Bolsonaro vem tentando apresentar uma imagem de país preocupado com a crise climática: sob pressão internacional, assinou acordos multilaterais contra o desmatamento e as emissões de metano, vem deixando seus diplomatas trabalharem de forma construtiva na negociação e montou um esquema gigantesco de propaganda com ajuda dos lobbies do agro e da indústria.


Além disso, dias após a conferência que aconteceu em Glasgow, em Dubai, o presidente fez um comentário totalmente distorcido sobre a floresta amazônica, o que causou repercussão negativa sobre o seu entendimento técnico sobre o assunto.


Como diz Gretha, o blá blá blá


Um dos principais compromissos assinados por mais de cem países em Glasgow foi o de lutar contra o desmatamento das florestas até 2030. O Brasil aderiu à iniciativa, criando uma meta de acabar com o fenômeno ilegal até 2028. O tema era um dos maiores pontos de constrangimento internacional para o país e a adesão serviu, acima de tudo, para desmobilizar chantagens nas negociações.


A realidade


Para ambientalistas, o governo americano pecou em dar crédito ao Brasil. Para Diane Ruiz, do Greenpeace, "Kerry está legitimando a destruição florestal com seus acordos florestais na COP26" e "permitindo que Bolsonaro avance mais na destruição das florestas e no abuso dos direitos humanos".


"O Brasil está planejando atingir seu objetivo de reduzir o desmatamento ilegal, legalizando mais desmatamento", disse. "Quando a delegação brasileira retorna de sua turnê de relações públicas em Glasgow, seu Senado está apressando a votação de uma legislação que recompensaria e incentivaria a apropriação de terras, uma atividade criminosa responsável por pelo menos um terço de todo o desmatamento na Amazônia brasileira".


(Com trechos do site UOL, Neo Mondo e Folha de São Paulo)

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