

Do Estreito de Ormuz às bombas no Brasil: trégua derruba petróleo e pode aliviar combustíveis
A reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, ainda que temporária, foi suficiente para provocar um efeito imediato e expressivo nos mercados globais: o petróleo despencou, o dólar recuou e ativos de risco ganharam fôlego. A geopolítica segue ditando o ritmo da economia mundial e, consequentemente, da brasileira. Por se tratar de um país em que o custo dos combustíveis atravessa desde o preço dos alimentos até o valor das passagens aéreas, qualquer alívio vindo de fora pode sig
18 de abr.


Gasolina mais cara puxa inflação e coloca Belém no topo das altas no país
A inflação voltou a dar sinais de pressão em março e, mais uma vez, o brasileiro sentiu isso direto na bomba de combustível. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 0,88%, acima do esperado pelo mercado. O principal impacto veio do grupo de transportes, que teve elevação de 1,64%, puxado pela disparada dos combustíveis (+4,47%). O óleo diesel avançou 13,90% no mês, enqu
11 de abr.


Combustível: alta de mais de 50% no querosene deve afetar preços e desempenho das empresas
Viajar de avião no Brasil pode se tornar um privilégio ainda maior. A nova pressão sobre os preços das passagens, puxada pelo reajuste do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras, escancara uma fragilidade antiga do setor: qualquer turbulência nos custos rapidamente se traduz em tarifas mais altas para o consumidor. O gatilho mais recente veio do combustível. A Petrobras anunciou, na última quarta-feira (1º), um aumento de mais de 50% no preço médio do combustível
7 de abr.


Brasil pode enfrentar pressão no abastecimento de diesel com alta do petróleo
O risco de desabastecimento de óleo diesel no Brasil não é imediato, mas já aparece no radar do setor, especialmente em regiões mais dependentes de logística complexa, como o Norte do país. E esse cenário ganhou novos elementos nas últimas semanas. Em um momento de alta do petróleo no mercado internacional a partir da guerra no Oriente Médio e a defasagem entre os preços internos e externos, o combustível pode deixar de ser economicamente atrativo para importação, o que press
27 de mar.
Queda da Selic inaugura novo ciclo sob pressão do cenário global
O ciclo de queda de juros começou no Brasil. Pela primeira vez em quase dois anos, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a Selic - a queda foi de 0,25 ponto percentual, passando de 15% para 14,75% ao ano. Mais do que o tamanho do corte, o que importa agora é o sinal que ele carrega. Antes, o mercado estimava uma retração de 0,50 ponto percentual, mas, com a guerra no Oriente Médio, os especialistas reduziram as expectativas e apostaram em uma
20 de mar.


Guerra no Oriente Médio: alta do petróleo recoloca o diesel no centro da economia brasileira
Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e à disparada do preço do petróleo no mercado internacional, o governo do presidente Lula anunciou um pacote de medidas para tentar conter o impacto no Brasil. A reação do Planalto ocorre em um momento de forte instabilidade internacional. O governo decidiu agir rapidamente e assinou, na quinta-feira (12), uma Medida Provisória (MP) que zera o PIS e a Cofins sobre o combustível, cria uma subvenção para produtores e importadores
13 de mar.
Retração e cenário externo instável colocam economia no centro do debate eleitoral
Em ano eleitoral, a economia deixa de ser um conjunto de indicadores técnicos e se transforma em um dos principais termômetros do humor político do país. Crescimento econômico, inflação e preço dos combustíveis entram no debate público como fatores capazes de influenciar diretamente a percepção do eleitor sobre continuidade ou mudança no poder. Em 2026, esse cenário ganha ainda mais complexidade diante de um ambiente internacional instável, marcado por conflitos que pression
8 de mar.
Trabalhar menos, produzir mais: o desafio econômico do fim da escala 6x1
O fim da escala 6x1 tem sido um dos principais debates econômicos no Brasil atualmente. O tema ganhou tração sobretudo com a aproximação do calendário eleitoral, quando pautas de forte apelo popular tendem a ocupar o centro da agenda política. Às vésperas das eleições majoritárias, diversos projetos foram criados ou desengavetados tanto no Senado Federal como na Câmara dos Deputados, e até o governo federal tem estampado essa como sua maior prioridade para 2026. Em todas as
1 de mar.


Juros no maior nível em quase duas décadas impulsionam aumento do endividamento no Pará
Na coluna de estreia aqui na Exper, falei sobre a Selic, a taxa básica de juros do Brasil. Hoje em torno de 15% ao ano, mantida na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), ela está no maior patamar em quase duas décadas. Em julho de 2006, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Selic chegou a 15,25% ao ano - de lá para cá, esse patamar não havia sido registrado até agora. Resultado disso, o endividamen
15 de fev.


Com expectativa para fim do tarifaço, indústria paraense mira recuperação do setor
Em meio ao reposicionamento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, um tema volta ao radar do setor produtivo paraense: os impactos do chamado “tarifaço” norte-americano. O debate envolve competitividade industrial, estratégia de mercado e o risco de retrocesso na agregação de valor da produção regional. A metalurgia, especialmente o ferro-gusa e a alumina calcinada, aparece hoje como o setor industrial paraense com maior potencial de ganho caso haja a retirada
8 de fev.
A Reforma Tributária começou - e ela não será simples nem barata no curto prazo
No texto de estreia da coluna, abordei as expectativas econômicas para 2026 considerando que, neste ano, começa a transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo no Brasil, a partir da Reforma Tributária. Agora é hora de falar dela em detalhes. A mudança completa do sistema está prevista para 2033, mas em 2026 serão dados os primeiros passos para definitivamente excluir os atuais Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), estadual, e Imposto sobre S
1 de fev.
Com novo acordo entre Netflix e Warner, risco sai do investidor e vai para o bolso do assinante
A Netflix decidiu pagar tudo em dinheiro para fechar o maior negócio da história do streaming. O valor não mudou. Mas o impacto econômico, sim. A empresa, que já vinha negociando a compra dos estúdios e negócios de streaming da Warner Bros. Discovery há alguns meses, alterou na semana passada os termos da proposta e passou a oferecer pagamento integral em dinheiro, sem mudar o valor da negociação, de US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões). Essa alteração busca dificultar a entra
25 de jan.


Caso Master: o alerta ignorado que expôs falhas e abalou a confiança no sistema financeiro
O caso do Banco Master ganhou novos desdobramentos na semana passada. Em meio à investigação da Polícia Federal (PF) que apura uma fraude estimada em R$ 12 bilhões, foi deflagrada uma nova fase da Operação Zero Compliance, com mandados de busca e apreensão contra o dono do banco, Daniel Vorcaro, que cumpre prisão domiciliar em São Paulo. No dia seguinte, quinta-feira (15), o Banco Central (BC) anunciou a liquidação da antiga Reag Investimentos, envolvida nas suspeitas de frau
19 de jan.
Mercosul-UE: um acordo histórico que promete mexer na economia brasileira
Para o mercado brasileiro, o ano começa com uma boa notícia: após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) deve sair do papel e dar origem ao que é considerada a maior zona de livre comércio do mundo. O pacto abrange um mercado de 720 milhões de consumidores. Desses, 450 milhões estão na Europa e 270 milhões na América do Sul, cerca de 25% do PIB global. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil deve se
13 de jan.
Novas medidas fiscais, queda nos juros e eleição: o que esperar da economia em 2026
O ano começa com um paradoxo interessante para a economia brasileira: crescimento mais lento, juros em queda e um mercado atento - e tenso - com o calendário eleitoral. Após o resultado estável no crescimento econômico, inflação baixa e bom controle da política monetária em 2025, os economistas esperam que os próximos meses sejam positivos do ponto de vista econômico - pelo menos no primeiro semestre, já que as eleições podem afetar, e muito, o mercado. Para fazer um apanhad
7 de jan.




