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Vendas Online Superam As Dos Shopping Centers

O comércio eletrônico atingiu R$ 260 bilhões. Veja como as vendas foram configuradas em 2021, tanto no setor físico como online



Alavancado pela pandemia, o ano de 2021 foi o que apresentou o maior crescimento no setor de vendas online. No ano passado, o varejo digital atingiu a marca de R$ 260 bilhões em vendas, enquanto os shopping centers fecharam em R$ 175 bilhões. O estudo, feito pela gestora Canuma Capital, considerou as mesmas lojas dos anos anteriores.


No entanto, o mesmo estudo demonstra que não houve baixas nas vendas dos shoppings brasileiros, que atualmente tem 600 unidades em funcionamento. Mas destaca a importância da digitalização, um efeito já em curso.


"Cada vez é mais difícil separar a venda online da offline", afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce, associação que representa os shoppings no Brasil.


O executivo explica que muitas vendas ocorrem através do WhatsApp e atendimento online, deixando a loja física com o status de vitrine, o que não descarta que fez parte da jornada da venda.


Humai acredita que ambos os setores caminham para a multicanalidade. Segundo ele, assim como muitas lojas físicas buscam canais online, as plataformas nativas do varejo digital também buscam por pontos físicos, inclusive em shopping centers.


Para o R7, o executivo afirmou que a compra em si já se tornou atualmente uma commodity, algo que já fez com que os shoppings se ajustassem para serem centros de serviços e facilitadores para a compra por parte do cliente. "E, na pandemia, o valor do ponto físico, para contato do cliente com a marca e o produto, ficou ainda mais evidente."


Para o levantamento, foram utilizados dados dos:

  • Grupos de capital aberto, incluindo empresas de comércio eletrônico

  • Informações sobre shoppings investidos por fundos imobiliários, e

  • Dados de associações e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)


Marcelo Vainstein, sócio da Canuma e ex-diretor do Brookfield Property Group, afirma que os shoppings brasileiros precisam se reinventar, mas ressalva que o crescimento do comércio eletrônico não é homogêneo, ou seja, não acontece por igual em todas as regiões. Dessa forma, dependendo da área, muitos shoppings sofrem menos esse efeito competitivo.


O estudo identificou que os outlets e os shoppings que disponibilizam produtos para a população de alta renda tiveram melhor desempenho, pois os consumidores, no geral, viajaram menos.


Por outro lado, os shoppings que dependem de movimentos de escritórios no entorno, amargaram queda nas vendas.


Os números dos shopping centers brasileiros em 2021:


  • Os shoppings tiveram uma perda de cerca de R$ 35 bilhões para o comércio eletrônico

  • Os centros de compras perderam mais R$ 15 bilhões diretamente na área de serviços

  • O maior ganho das lojas físicas veio do comércio de rua

  • No varejo restrito, que não inclui na conta as vendas de veículos e de material de construção, o ecommerce tinha uma fatia total de 6,8% em 2019, e essa fatia saltou para 12,7% no ano passado

  • O indicador de aluguel nas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) apresentou crescimento de 41,4%

  • As vendas nas lojas tiveram aumento de 10,3% ante as do quarto trimestre de 2019


Os números do comércio eletrônico brasileiro em 2021 (índice MCC-ENET):

  • Teve um resultado expressivo com alta de 48,41%

  • As vendas também expandiram: 35,36%

  • Só em novembro de 2021, o e-commerce representou 17,9% das vendas varejistas. Em 2018, a penetração era de apenas 4,7%

  • Considerando os dados por região, dezembro de 2021 ante o mesmo período de 2020, os resultados foram: Norte (32,70%); Centro-Oeste (26,55%); Nordeste (23,69%); Sul (15,24%); e Sudeste (11,99%). Já no acumulado dos últimos 12 meses, o desempenho foi: Norte (56,16%); Centro-Oeste (52,58%); Nordeste (48,43%); Sul (38,98%); e Sudeste (30,30%).

A composição de compras realizadas pela internet, por segmento, ficou da seguinte forma:

  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (43,4%);

  • Móveis e eletrodomésticos (28%);

  • E tecidos, vestuário e calçados (10,2%).

  • Na sequência, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,9%);

  • Outros artigos de usos pessoal e doméstico (5,6%);

  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,8%);

  • E, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (2,1%). Esse indicador também utiliza a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE como base.

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