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Vai Ser Rápido, O Tempo De Um Café


Guilhermo Aita, colunista do Belém Negócios

"Não adianta achar que o ecossistema em volta de você pode melhorar se você não tentar convencer mais pessoas da sua visão de mundo"


Dizem que para se iniciar uma coluna em um meio de comunicação, o colunista precisa se apresentar. Não se apresentar falando sobre quem é, mas contar uma história épica, seguindo os ditames da jornada do herói, como Steve Jobs fez brilhantemente em 12 de junho de 2005, na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. A ideia é que o leitor queira acompanhar sua coluna e sentir que o conteúdo tem força, veracidade e bagagem.


Contudo, acho uma basteira a tal jornada do herói. Acredito que o valor está na entrega, no conteúdo, no que está dito nas entrelinhas, e não no discurso. E neste caso, pode ter certeza que tenho lugar de fala. Afinal de contas, convivo com advogados; onde o que se fala, nem sempre é o que se escreve, e o que se escreve, nem sempre tem uma interpretação objetiva e clara. Em outras palavras, para que eu me tornasse um bom advogado, na minha nada humilde opinião, tive de aprender cedo a extrair o que é dito nas entrelinhas.


Bom, você deve estar se perguntando o que faz uma pessoa entrar na furada de virar advogado? Sinceramente... eu não sei dizer. Parafraseando Chicó no Auto da compadecida “só sei que foi assim”, e estou incrivelmente feliz onde estou.

Nasci em uma família como qualquer outra. Fui um garoto franzino, orelhudo, com cabelo de cuia, e por isso avacalhado na escola, mas sem nenhum trauma, pelo contrário, adorei a minha infância. Sempre fui ligeiro nas respostas e exageradamente otimista, me divertia em qualquer momento e lugar.


E para aqueles que já estão presumindo que eu ia bem na escola, estão totalmente errados, pois, era o “rei da recuperação”. Parece que os assuntos que tentavam me ensinar não entravam na minha cabeça, não pareciam ter lógica ou afinidade com o meu mundo, e por isso eu sempre precisei “traduzir” o conteúdo que me era repassado em explicações mais simples, para que — como um trunfo — eu pudesse apreender.


Até que um belo dia, na faculdade, esta falta de lógica desapareceu, e tudo que eu lia ou escutava ficava na cabeça com uma facilidade imensa, nesse momento deixei de ser o “rei da recuperação”, um título que não sinto falta.


Durante a faculdade, me meti em todos os cursos e estágios possíveis para pegar a prática, e amei o direito, com os seus duelos intelectuais e os duplos sentidos das frases, mas permaneci sem gostar do jeito como os escritórios eram organizados e como geriam os seus funcionários, sejam advogados ou estagiários, o que me fez buscar o “porque” disso.


Nesta busca, imergi no mundo do empreendedorismo e conheci as múltiplas formas de se conduzir um negócio: como avaliar pessoas, como extrair o melhor da equipe, sem ser um chefe “difícil de lidar”. O que me moldou como pessoa e me fez enxergar o mundo com novas lentes.


Posto isso, hoje, com meus 30 anos, tenho um escritório de advocacia com seis anos de atuação, focado em atender empresas, com um modelo de gestão único no setor jurídico, por utilizar metodologias ágeis e colocar o cliente no centro da gestão, sem esquecer das práticas de ESGs, de uma empresa de tecnologia que trabalha com blockchains e valuation de R$ 5.000.000,00 em apenas um ano e meio de operação. Acrescentando o fato de que sou mentor em alguns lugares, pois não adianta achar que o ecossistema em volta de você pode melhorar se você não tentar convencer mais pessoas da sua visão de mundo, para que possam estar ao seu lado nesta briga.


Por fim, assumi o desafio de manter esta coluna, onde vou poder escrever sobre “o que eu quiser”, desde que seja voltado para o mercado de empreendedorismo, segundo o redator-chefe. Na minha opinião, ele deve ter sido tocado pelos pensamentos de Henry Ford - “Você pode comprar um Ford Modelo T em qualquer cor que desejar. Desde que ele seja preto.”


Dessa forma, me comprometo a trazer temas que fazem sentido ao universo do empreendedorismo e que gerem interesse ou reflexões, além, claro, de algumas fofocas do mundo empreendedor, porque ninguém é de ferro. O editor que lute!


Viu? Foi só o tempo de um café! Não deu nem para comer os biscoitos! Prazer, sou Guilhermo Aita e espero que vocês gostem do que vão ver pela frente.



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