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O plano da Shein para captar fábricas no Brasil não gerou um resultado esperado

Entenda os obstáculos que a gigante enfrenta em sua expansão para o América Latina, através do Brasil


Shein Brasil
Foto: Shein/Divulgação

Apesar de sua grande popularidade entre os consumidores brasileiros, a Shein tem encontrado dificuldades para concretizar todos os seus planos no país. Em 2023, a varejista de fast fashion lançou um projeto com o objetivo de estabelecer parceria com 2 mil fábricas, mas alcançou menos de 25% dessa meta.


Dados divulgados pela Reuters mostram que a Shein conseguiu fechar contrato com apenas 336 fábricas no Brasil. Diante deste cenário, a empresa foi obrigada a recalibrar sua estratégia, optando por um modelo mais seletivo, sustentável e economicamente viável. O novo enfoque prioriza estreitar relações com as fábricas mais qualificadas, garantindo qualidade, conformidade e competitividade, além de reforçar a sustentabilidade a longo prazo para seus fornecedores.


Em entrevista à Mercado&Consumo, a empresa explicou que o desenvolvimento da produção no Brasil exigiu mais tempo do que o previsto. Segundo a companhia, em pouco tempo se tornaram claras as diferenças nos modelos de negócio e na infraestrutura industrial local, o que contribuiu para a desaceleração do processo.


Ainda assim, a Shein posiciona o Brasil como um mercado estratégico. A empresa destaca que o Brasil foi o primeiro país do mundo a contar com um marketplace local da marca. Essa experiência brasileira, considerada uma referência global para a companhia, revelou o enorme potencial do mercado local. Com base nos resultados alcançados, como a rápida expansão e adesão ao modelo de marketplace, a Shein tem moldado sua estratégia global para apoiar pequenos empreendedores e segue vendo o Brasil como um de seus mercados mais dinâmicos em todo o mundo.


Motivos do Fracasso: As fábricas brasileiras encontraram dificuldades em atender às demandas de custo ultrabaixo e prazos de entrega muito rápidos, incompatíveis com os custos de produção e logística no Brasil.


Resistência do Setor: Muitos fornecedores abandonaram a rede de parcerias devido à pressão por preços reduzidos (cerca de 30% a menos) e exigências de produção que não se encaixavam na realidade local.


Recálculo de Rota: A Shein reconheceu que a produção no Brasil foi mais lenta e desafiadora do que o esperado, optando por uma abordagem mais seletiva para se aproximar apenas das fábricas com maior capacidade de entrega.



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