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Instituto Amazônia+21 Quer Preparar Negócios Sustentáveis Para Investidores Internacionais

Iniciativa foi lançada no Pará nesta quarta, 13, pela FIEPA, com a participação de outras instituições


Divulgação FIEPA

Atrair grandes empresas para investir e fazer parcerias com negócios sustentáveis na Amazônia é o que define a criação do Instituto Amazônia+21, lançado em Belém nesta quarta-feira (13), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), com a participação de representantes de instituições de fomento ao setor produtivo local e do principal articulador da ação, a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO).


Resultado de um trabalho conjunto entre as federações de indústrias dos estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do estado do Maranhão) e Confederação Nacional da Indústria (CNI), a proposta do Instituto é fornecer o apoio necessário para que as empresas locais desenvolvam suas atividades de forma sustentável de acordo com os critérios ESG (Environmental, Social and Governance), com atenção às boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativa.


O presidente da FIERO, Marcelo Thomé, apresentou ao público em Belém os detalhes da inciativa e explicou que o Instituto vai integrar ações que antes eram realizadas de forma individual pelas federações dos estados. “Agora, a partir de uma decisão coletiva que envolveu o Sistema FIEPA, as nove federações de indústria da Amazônia Legal passam a ter um projeto em comum que é o fomento aos negócios sustentáveis na Amazônia, e o nosso desafio é criar essa cultura ambiental e socialmente responsável dentro das empresas”.


Segundo Thomé, o Instituto vai estruturar pequenos e médios negócios para que fiquem aptos e possam se conectar às melhores linhas de financiamento e crédito do setor financeiro brasileiro e internacional que sinalizam o desejo de investir em empresas com responsabilidade ambiental, social e com boa governança. “Nosso intuito é ajudar as empresas da Amazônia a se preparem para esse mundo ESG e, ao mesmo tempo, construir soluções financeiras adequadas à identidade empresarial amazônica”, detalha.


Para o presidente do Sistema FIEPA, José Conrado Santos, o Instituto chega em um momento oportuno para o desenvolvimento da indústria no Estado. “Hoje, as empresas do setor de base florestal estão passando por um momento de grande insegurança jurídica e ficando cada vez mais enfraquecidas. Nós aqui da Amazônia precisamos desse tipo de iniciativa de valorização das nossas empresas locais que tanto contribuem para o bom resultado da balança comercial brasileira”.


Segundo José Conrado, a proposta do Instituto também vai ao encontro de um trabalho de fortalecimento da pequena e média indústria que a federação realiza no Estado. “O Amazônia+21 é importante para somar esforços no trabalho de valorização da nossa indústria. Esta tem sido a nossa principal bandeira como entidade representativa do setor industrial, por meio da divulgação dos nossos produtos, sempre reforçando a importância de comprar dos fornecedores locais. Também é uma oportunidade de esclarecer sobre a atuação do setor produtivo de base florestal”, avalia o presidente da FIEPA.


Os processos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Amazônia é outro compromisso do Instituto Amazônia+21 que permitirão um novo ciclo econômico de capacitação de pessoas, melhorando o nível de competência profissional da população amazônica com foco na retenção desses talentos nas suas localidades.


Origem do Instituto – O Instituto surgiu a partir das discussões levantadas durante o Fórum Mundial Amazônia+21, em novembro de 2020, no qual o mapeamento de soluções, oportunidades e perspectivas relacionadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia foi uma das principais pautas.

Promovido pela FIERO e Prefeitura Municipal de Porto Velho, por meio da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho (ADPVH), com a correalização da CNI e Instituto Euvaldo Lodi (IEL), o Fórum reuniu especialistas, cientistas, empresas e representantes de vários governos, em debates e estudos que apontaram, entre outras oportunidades, tecnologia e inovação, bioeconomia, indústria verde e mercado de carbono como possibilidades estratégicas para o desenvolvimento socioeconômico de Rondônia e de toda a Amazônia.


Por Comunicação FIEPA.

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