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Inova Sociobiodiversidade: Pará Lança Programa Com Aporte De R$ 950 Mil

As propostas devem ser enviadas até 21 de abril nos moldes e e-mails descritos em cada edital



Estão abertas as inscrições em três editais que têm o objetivo de fomentar o empreendedorismo e a inovação na cadeia da sociobioeconomia paraense, em especial de jovens e mulheres de comunidades indígenas, quilombolas e extrativistas.


A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), e a The Nature Conservancy Brasil (TNC).



A iniciativa, batizada como "Inova Sociobiodiversidade", faz parte do projeto “Preparando um Território Sustentável Carbono Neutro” do governo paraense, estruturado com apoio técnico da TNC, com o objetivo de contribuir com a transição para uma economia de baixo carbono no Pará.


Os editais, disponíveis desde a última quinta-feira (17), são voltados para selecionar organizações, ligadas às comunidades, interessadas em oferecer atividades de capacitação visando motivar negócios sustentáveis relacionados às cadeias de valor da sociobiodiversidade.


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Podem participar organizações ligadas às comunidades tradicionais, que queiram desenvolver projetos de capacitação em empreendedorismo e inovação voltados para esses públicos e para o desenvolvimento da economia da floresta em pé.


As propostas devem ser enviadas até 21 de abril nos moldes e e-mails descritos em cada edital. As vencedoras deverão executar as atividades entre maio deste ano e fevereiro de 2023. Cada projeto deve capacitar no mínimo 120 pessoas.


De acordo com Camille Bemerguy, diretora de Bioeconomia da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará, existe um forte compromisso do Estado em promover o desenvolvimento socioeconômico e sustentável dos povos indígenas, quilombolas e comunidades locais.



“É importante pensarmos em soluções para a economia de baixo carbono, apoiando o empreendedorismo jovem e a inovação nas cadeias de produção da sociobiodiversidade que ajudam a manter a floresta em pé e o equilíbrio climático”, detalha Bemerguy.


Para assegurar o desenvolvimento dos projetos foram alocados R$ 950 mil distribuídos nos três editais, sendo R$ 350 mil para o edital voltado a povos indígenas, R$ 300 mil para quilombolas e R$ 300 mil para comunidades bioextrativistas que vivem em território coletivos. A execução dos recursos conta com o apoio da The Nature Conservancy Brasil, que irá auxiliar o processo seletivo.


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Segundo a gerente adjunta da Estratégia de Povos Indígena e Comunidades Tradicionais da TNC, Juliana Simões, investir em capacitação é extremamente importante para despertar nos jovens da floresta o empreendedorismo social e a curiosidade para o desenvolvimento de inovações.


“Nosso objetivo, nessa parceria, é motivar novos negócios nas comunidades indígenas e tradicionais que queiram incorporar novas tecnologias sociais que aprimorem os produtos e serviços da sociobiodiversidade, capazes de gerar impactos sociais, econômicos e ambientais positivos e transformadores”, destaca a especialista da TNC.


Editais


Os editais foram separados por público de forma a garantir o envolvimento e a participação de organizações de todas essas comunidades indígenas, quilombolas e extrativistas. Além disso, a elaboração contou com o apoio de representantes de cada um dos públicos.


Para a vice-presidente do Memorial Chico Mendes e coordenadora Estadual do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) no Pará, Edel Moraes, a inclusão dos representantes das comunidades na elaboração dos editais é fundamental para atender as necessidades e expectativas de cada um.


“Também houve a preocupação em envolver jovens e mulheres nas capacitações, por isso, em cada um dos editais há a obrigatoriedade de garantir tais participações.


Em todas as capacitações, 60% das vagas devem ser preenchidas por pessoas com idades entre 15 e 29 anos e pelo menos 50% do total de participantes devem ser mulheres”, avalia Edel.



Confira os editais:



Fonte: Ag. Pará


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