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Expo Favela mostra a potência empreendedora das periferias paraenses

Ao todo, 100 iniciativas desenvolvidas nas periferias do Pará foram expostas para estreitar laços entre empreendedores e possíveis investidores

Foto: Mauro Ângelo

Na estrutura montada em meio à uma das maiores periferias de Belém, na Usina da Paz Jurunas/Condor, a potência empreendedora de quem vive nos bairros periféricos foi a pauta da vez. Iniciativa da Favela Holding em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa), a Expo Favela Innovation Pará abriu as portas para o público na manhã de sábado (30), em abertura que contou com a participação de autoridades como o Governador do Estado do Pará, Helder Barbalho, e da vice-governadora do Estado, Hana Ghassan.


Realizada desde 2002, quando houve a primeira edição em São Paulo, a Expo Favela Innovation vem realizando edições regionais neste ano, chegando até o Estado do Pará, no último final de semana. Durante o evento, 100 iniciativas empreendedoras nascidas e desenvolvidas nas periferias do Estado foram apresentadas com o objetivo de estreitar laços entre os empreendedores e possíveis investidores da área. Deles, 10 serão selecionados para participar da etapa nacional.


O governador Helder Barbalho destacou a importância de se fomentar toda a potencialidade dos empreendedores que vivem nas periferias. “O objetivo é que nós possamos estimular as vocações da periferia, estimular o empreendedorismo, mostrar o talento das periferias no Estado do Pará para que, a partir desse estímulo, nós possamos gerar oportunidades, fortalecer a cultura, dar oportunidades para que as pessoas, a partir do local onde vivem, possam ter a sua caminhada e sucesso nas suas vidas”, pontuou.


“Certamente, a Expo Favela chega e fortalece as periferias no Estado do Pará, fortalece o trabalho de tanta gente qualificada, gente boa que precisa ser enxergada e que o poder público deve estimular, deve proporcionar condições para que estas pessoas possam mostrar os seus talentos”.


Durante a cerimônia de abertura do evento, o governador ainda destacou a representatividade de uma exposição que valoriza os trabalhos desenvolvidos nas periferias estar sendo realizado em uma das estruturas das Usinas da Paz. “Foi muito dito que a periferia, que a favela precisa ter direitos a serem tratados como prioridade e esse equipamento público, a Usina da Paz, é um absoluto símbolo, aqui no Pará, de que é possível fazer na periferia o melhor equipamento público de cidadania que existe em Belém, que existe no Pará, que existe no Brasil”.


Vice-Governadora do Estado, Hana Ghassan também destacou o impacto positivo gerado pelas Usinas da Paz. “Nós temos nove Usinas da Paz implantadas no Pará e agora já iniciamos, este ano, mais 21 Usinas, portanto, até o final do ano que vem nós teremos 30 Usinas da Paz como essa, seguindo com a nossa meta de 40 em todo o Estado”.


Conselheiro nacional da Cufa, Preto Zezé destacou que o objetivo de levar a Expo Favela a todos os cantos do Brasil é evidenciar uma realidade que já está presente nas favelas, nas periferias. “Essa potência empreendedora, na verdade, já existe. O que falta é essas pessoas se encontrarem, se conectarem e produzir esse repertório para se apresentar para o Brasil, que é o que nós estamos mostrando aqui”.


Além dos expositores, o evento, que ainda contou com um segundo dia de programação no domingo (01), com painéis, oficinas, aulas-show, palestras, workshops, batalhas de rimas de MCs e apresentação de artistas nacionais como MV Bill.


Iniciativas

Representante do Estado do Pará na primeira edição da Expo Favela, realizada em São Paulo, o empreendedor Raimundo Xavier, idealizador do Miriti LAB, teve a oportunidade de ter o seu trabalho visto não apenas pelo Brasil, mas até mesmo nos EUA. “Depois de uma vigência na Rua 2 de Julho, em Santa Bárbara, a gente criou um carrinho que envolve um processo de ensino-aprendizado e em 2010 a gente criou o primeiro espaço de aprendizagem criativa, que fica em Santa Bárbara, onde a gente atende a comunidade com uma educação diferenciada a partir do fazer e brincar”, conta Raimundo.


“Em 2018, o MIT, instituto de tecnologia de Massachusetts viu isso, no meio da Amazônia, na beira do rio, nos levou para os Estados Unidos para fazer uma formação em construcionismo, que é você fazer, criar e imaginar praticando e aí a gente desenvolveu os kits baseados no Miriti e hoje temos nove kits educacionais que utiliza o maior potencial do ser humano, a criatividade”.


Outra iniciativa entre as expostas no evento, a No Waste, também usa a criatividade para encontrar soluções para problemas reais. “É um aplicativo que vamos lançar no próximo mês com o objetivo de diminuir o desperdício alimentar na nossa região Amazônica e a gente vai fazer isso vendendo o excedente de produção dos estabelecimentos com 50% a até 70% de desconto, então, é um negócio onde todo mundo ganha nessa cadeia”, aponta a Rebeca Castelo, idealizadora do empreendimento.


“Ganha o comerciante que diminui seu prejuízo com esse excedente, ganha o consumidor que tem acesso a comida mais barata e ganha o meio ambiente, quando a gente diminui desperdício de comida, diminui a emissão de CO2 e com isso a gente consegue fazer com que a população tenha maior consciência sobre como consumir de forma consciente”.


Fonte: Dol


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