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Escola Técnica paraense cria projeto voltado para a Bioeconomia no Pará

'Incubadora de Produtos e Serviços' trabalha com o vinagre de banana, biofertilizantes a partir do açaí e o aproveitamento de alimentos


Foto: Ascom Sectet

A Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (EETEPA) Vilhena Alves, localizada no bairro de São Brás, em Belém, criou o projeto “Incubadora de produtos e serviços da bioeconomia amazônica”, apoiado na ecoinovação e com o intuito de incorporar ações de sustentabilidade no ciclo de vida das pessoas aliados à educação na Amazônia. 


O projeto foi idealizado pela professora do curso subsequente em Guia de Turismo da unidade de ensino, Kátia Garcez, que fala do impacto quanto ao uso responsável da biodiversidade.


“O projeto já está causando um impacto tangível na forma como concebemos e produzimos produtos, a partir da rica biodiversidade amazônica. Observa-se uma mudança significativa na percepção dos nossos estudantes em relação ao uso responsável dessa biodiversidade. Destacando as valiosas lições aprendidas com o protagonismo dos alunos, que levam em conta a diversidade cultural, de gênero e étnica presentes no trabalho”, afirma a docente.


O objetivo da incubadora é fornecer apoio e facilitar a articulação institucional para viabilizar soluções sustentáveis para os desafios ambientais. 


A diretora da EETEPA, Vânia Carneiro, ressalta a importância desta temática para a valorização da Amazônia, bem como a chegada da COP 30 a ser realizada no ano de 2025, em Belém do Pará. 


Foto: Ascom Sectet

“É um compromisso da nossa equipe da Escola Técnica Estadual Vilhena Alves promover ações dentro do projeto de Bioeconomia, pois sabemos da importância desse momento para nossos alunos com a aproximação da COP30, assim como prepará-los para uma autonomia financeira. Agradecemos todo o suporte da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectet), que, através das diretrizes do Plano de Bioeconomia do Estado do Pará (PlanBio), possibilita a realização do projeto”, disse. 


A metodologia do projeto privilegia a relação do ensino aprendizagem com a organização de oficinas, palestras, pitchs e mentorias com objetivo de criar oportunidades, encontrar soluções para os problemas ambientais da Amazônia e transformar ideias em realidades de novos produtos e serviços a partir da  sociobiodiversidade.


A iniciativa já rendeu pontos positivos e visibilidade ao projeto, como a contratação de dois alunos da turma subsequente de Guia de Turismo, Fabiane Sousa, Silvana Gonçalves e Rodrigo Cavalcante, que foram aprovados na seleção de estágio da empresa “Filha do Combu” para o incentivo do turismo sustentável na região das ilhas. 


Para o aluno Rodrigo Cavalcante, conciliar o ensino com a prática é fundamental para o seu crescimento profissional. 


 “Acreditar justamente numa economia sustentável e ver que esse empreendimento valoriza justamente o que eu prego está sendo de uma satisfação enorme tanto como profissional como no meu âmbito particular. Só tenho a agradecer a professora Katia Garcez, da EETEPA Vilhena Alves, e o projeto da ‘incubadora bioeconomia’ pela oportunidade incrível e dizer que, além da COP 30, estamos preparados para qualquer evento a ser realizado na Região Norte” diz o aluno. 


Rodrigo Cavalcante também é um dos autores do Ebook recém-lançado "Guia de turismo sustentável para a COP30 no Pará", que pode ser acessado por link, acesse aqui.


Atualmente, a equipe do projeto incubadora conta com estudantes do curso de Engenharia Química, da UFPA, que demonstraram interesse em participar do projeto. Essa colaboração se insere no âmbito do Programa EcoEscola, representando um marco para a escola, os alunos e a comunidade escolar. 


Entre os projetos em destaque estão o vinagre de banana, biofertilizantes de caroço de açaí e o aproveitamento de alimentos, promovendo segurança nutricional e alimentar, além de oferecer oportunidades de renda para os alunos e impulsionar uma mudança sustentável.


Texto de Carla Couto / Ascom Sectet


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