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Do kitnet ao studio: o sucesso dos compactos no mercado imobiliário

Nos últimos anos, uma nova febre tomou conta dos lançamentos imobiliários no Brasil: os apartamentos studios. Compactos e funcionais, eles surgem como resposta ao aumento do custo do metro quadrado nas cidades e às mudanças no perfil das famílias. Solteiros, estudantes, divorciados, profissionais que moram sozinhos ou casais sem filhos passaram a formar um público crescente para esse tipo de moradia.


Na prática, porém, o conceito não é totalmente novo. Durante décadas existiram as conhecidas kitnets, pequenas unidades residenciais com poucos ambientes. A diferença é que, agora, o produto ganhou um novo nome, mais atrativo do ponto de vista de marketing, e também uma abordagem arquitetônica diferente. O studio costuma ter ambientes integrados, reunindo sala, quarto e cozinha em um único espaço, além de soluções de projeto que buscam otimizar cada metro quadrado.


Outra característica marcante desses empreendimentos é a valorização das áreas compartilhadas. Para compensar o tamanho reduzido das unidades, muitos edifícios passaram a oferecer espaços coletivos como lavanderia compartilhada, academia, coworking, bicicletário e áreas gourmet. Esses ambientes funcionam como uma extensão do próprio apartamento, permitindo que atividades do dia a dia sejam distribuídas pelo edifício e ampliando as possibilidades de uso do empreendimento.


Nesse tipo de unidade, o projeto de interiores torna-se essencial. Como o espaço é reduzido, decisões de layout, marcenaria e mobiliário multifuncional podem transformar completamente a experiência de morar no apartamento. Arquitetos que se dedicam a esse tipo de projeto têm ganhado destaque no mercado. É o caso da arquiteta Riê Cabral, que vem se especializando no desenvolvimento de interiores para studios, explorando soluções inteligentes de armazenamento, automação, integração de usos e flexibilidade do espaço, aspectos fundamentais para que pequenas áreas funcionem bem no cotidiano.


O modelo também se tornou muito popular entre investidores. Segundo dados do índice FipeZAP, o preço dos aluguéis no Brasil subiu 9,44% em 2025, mantendo o mercado de locação aquecido. Além disso, imóveis compactos costumam apresentar boa performance de rentabilidade, especialmente em regiões centrais, onde há grande demanda por moradias menores e bem localizadas.


Outro dado interessante é que cidades do Norte e Nordeste vêm registrando forte valorização nos aluguéis. Esse cenário reforça o interesse de investidores por unidades compactas, que possuem menor ticket de entrada e tendem a apresentar boa liquidez no mercado.


Mas surge uma pergunta importante: essa tendência será sustentável no longo prazo?


Com o grande número de empreendimentos compactos sendo lançados nas principais cidades brasileiras, existe a possibilidade de que, no futuro, a oferta de studios se torne excessiva. Caso isso ocorra, a concorrência entre unidades semelhantes pode reduzir a velocidade de valorização ou pressionar os valores de aluguel.


Assim, os studios parecem responder bem às demandas atuais das cidades, tanto para morar quanto para investir. Ainda assim, como todo produto imobiliário, seu desempenho no futuro dependerá de fatores como localização, qualidade do projeto arquitetônico, inteligência no design de interiores e, principalmente, do equilíbrio entre oferta e demanda no mercado urbano.

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