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Como Ele Está Criando Uma Rede Periférica De Inovação Social

Projeto impulsiona negócios, arte e cultura. Só em Belém, já atendeu mais de 2 mil pessoas


Como Ele Está Criando Uma Rede Periférica De Inovação Social
Jean Ferreira, fundador do Gueto Hub (Imagem: Alan Freitas)

Morador do Jurunas, famoso bairro da cidade de Belém, iniciou um projeto de inovação social enquanto estava na faculdade. A ideia era montar um espaço compartilhado, onde as pessoas da sua própria comunidade pudessem ter acesso a literatura, cultura e arte. A iniciativa ganhou notoriedade e investimento através de crowdfunding (financiamento coletivo) e, hoje, atua em mais de cinco estados do Brasil.


Criado por Jean Ferreira, empreendedor belenense, o Sebo do Gueto nasceu em 2018 com a ideia de ser um espaço compartilhado, levando arte e cultura para moradores locais. Com o sucesso da iniciativa, não demorou muito para que pessoas, inclusive de outros estados, buscassem informações sobre como funcionava.


“Percebi que tinha uma fórmula nascendo. Prestei consultoria e ajudei a abrir o Sebo do Gueto em outras cidades, transformando-o em uma espécie de franquia social", explica Jean.


Desde a sua criação, o número de franquias cresceu exponencialmente. Hoje, são 14 no total, localizadas em cinco estados brasileiros. Todas funcionando com o mesmo modelo de negócio.


Unidades:


Belém - PA

Icoaraci Belém - PA

Ananindeua - PA

Barcarena - PA

Castanha l- PA

Belo Horizonte - MG

Belo Horizonte 2 - MG

Caxias do Sul - RS

São Paulo - SP

São Raimundo Nonato - PI


Em processo de abertura:


Vila da Barca Belém - PA

Florianópolis - PA

Recife - PE

Belo Horizonte 3 - MG


Jean explica que para estruturar boa parte dos sebos, ele contou com um tipo de financiamento que vem se popularizando no Brasil, conhecido como crowdfunding (consiste na obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo através da agregação de múltiplas fontes de financiamento, em geral pessoas físicas interessadas na iniciativa).


Em seu primeiro financiamento, Jean utilizou o valor arrecadado para abrir mais cinco unidades e aprimorar uma plataforma, que é a versão digital do negócio.


A plataforma é um dos braços de atuação da iniciativa. Chamado Clube do Gueto, funciona como uma rede social de leitores gameficada, onde tudo que as pessoas fazem geram uma moeda digital, chamada BookCoin. Tais moedas podem ser trocadas por livros disponíveis dentro da própria plataforma. A versão digital do negócio já tem mais de 2 mil usuários e está ativo.


Uma livraria em cada periferia


Uma nova campanha de expansão está em curso. A finalidade é abrir mais dez sebos pelo Brasil e estruturar o Gueto Hub, espaço de coworking social, que funciona dentro da matriz, em Belém.


A campanha, lançada em novembro, quer arrecadar fundos através de um matchfunding (um modelo de Crowdfunding que ocorre com a participação de uma empresa ou instituição).


A cada R$ 1 arrecadado pela campanha, mais R$ 2 serão investidos pelo Fundo Enfrente (Fundo Colaborativo que co-investe em ações de impacto para periferias de todo Brasil).


A ideia é levantar R$ 30 mil para que no total, a campanha alcance R$ 90 mil.


Coworking social


Na matriz da empresa, o Gueto Hub funciona como um espaço de coworking voltado para negócios de impacto social. Segundo Jean, a estratégia é replicar o espaço em outras unidades, ampliando e oportunizando novos negócios, além de facilitar o acesso a internet, e a livros a empréstimos, por exemplo.


"Em Belém, as pessoas gostaram muito mais do que aconteceu com o Gueto Hub. Por isso, estudamos a possibilidade de transformar esses sebos pelo Brasil em hubs também. Queremos aumentar o espaço onde eles estão inseridos, que são sempre em periferias e adaptar para que se tornem espaços de trabalhos, de reuniões, de inovação. Geograficamente, eles ficarão muito mais próximo dessas pessoas, por isso, não vão ter cerimonia para entrar. Isso dá um sentimento de pertencimento, porque é isso que é. Hoje, a gente se vê como uma ONG incubadora, não só como um espaço de leitura".

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