Belém terá o maior parque de bioeconomia do Brasil; conheça
- Otto Marinho
- 10 de abr.
- 3 min de leitura
Espaço criado para ser entregue antes da COP 30 terá infraestrutura para startups, pesquisa científica e inovação na bioeconomia florestal

Belém, sede da Conferência do Clima (COP 30), terá o maior parque de inovação em bioeconomia florestal do Brasil com data prevista para ser inaugurado em outubro deste ano. O projeto busca transformar a região em um polo de desenvolvimento sustentável, científico e tecnológico. Localizado nos Armazéns 5 e 6 do Porto Futuro 2, no centro histórico da capital paraense, o espaço já tem 70% das obras concluídas e será um dos principais legados estruturantes da COP 30.
O espaço fomentará a bioeconomia baseada na sociobiodiversidade amazônica, reunindo infraestrutura de ponta para impulsionar mais de 200 startups, negócios comunitários e indústrias inovadoras. Além disso, a iniciativa contribuirá para a revitalização urbana da área portuária de Belém e para a efetivação do Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio).
O novo complexo terá espaços dedicados à pesquisa e ao desenvolvimento de produtos derivados da floresta, desde óleos vegetais e extratos naturais até fármacos, além de integrar inteligência artificial (IA) e big data na análise de ativos da biodiversidade. Para Helder Barbalho, governador do Pará, o projeto é um marco para o desenvolvimento sustentável.
“O Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia será um marco para o desenvolvimento sustentável para o Pará da nossa região. Estamos nos consolidando como referência global na bioeconomia, valorizando nossa sociobiodiversidade e criando oportunidades para empreendedores, pesquisadores e principalmente para as comunidades, a partir do seu conhecimento ancestral. Estamos aliando inovação e inclusão produtiva”.
A estrutura terá um centro de negócios e um laboratório-fábrica para atender às diversas frentes de atuação do parque, e foi planejada para oferecer suporte tanto para negócios inovadores quanto para o desenvolvimento de novos produtos baseados na biodiversidade amazônica.
O complexo vai permitir desde a incubação de ideias até a produção em escala piloto. Além disso, sua localização estratégica, no centro histórico de Belém, reforça o compromisso com a revitalização urbana e a integração da cidade com a economia sustentável.

O Parque de Bioeconomia será dividido em dois setores principais
Armazém 5 - Centro de Negócios: contará com um Centro de Sociobioeconomia, que deverá ter como principal atividade viabilizar a prospecção e dar suporte a demandas, necessidades, soluções e oportunidades de sociobionegócios comunitários que representem alternativas produtivas regenerativas, sustentáveis e resilientes, capazes de gerar riqueza, preservar a floresta e garantir o bem viver da população indígena, quilombolas, extrativistas e agricultores familiares. Também conterá:
Coworkings,
Incubadoras,
Aceleradoras,
Fundos de investimento e
Atendimento a empreendedores
Além disso irá dispor de:
Estruturas modulares,
Auditório,
Showroom de produtos da floresta e
Balcão único para serviços especializados.
Armazém 6 - Laboratório/Fábrica: voltado para o desenvolvimento de produtos, com laboratórios de cosméticos, alimentos e química fina, além de linhas-piloto de produção. O espaço permitirá desde a despolpa de alimentos até extrações com CO2 supercrítico, tecnologia utilizada na fabricação de produtos farmacêuticos e cosméticos.
Modelo de governança e sustentabilidade financeira
O parque será gerenciado por uma OS e terá um modelo de governança robusto, com comitês de acompanhamento coordenados pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Para garantir sua sustentabilidade financeira, a operação será mantida por meio de um modelo híbrido de receitas, incluindo:
Patrocínios
Aluguel de espaços comerciais e salas compartilhadas;
Prestação de serviços em pesquisa e desenvolvimento;
Produção em escala piloto no Laboratório-fábrica;
Eventos temáticos, parcerias e captação de projetos.
O Parque Bioeconomia e Inovação da Amazônia será um espaço de aprendizado individual e coletivo, de troca de saberes e tecnologias, criando sinergias entre universidades, lideranças comunitárias, centros de pesquisa, empreendedores de negócios comunitários, startups, pequenas e médias indústrias locais, fortalecendo as cadeias de valor da bioeconomia.
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