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Bandeira tarifária aumentará o preço da energia elétrica para todos os paraenses

Aneel anunciou alteração da bandeira e acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos

Bandeira tarifária aumenta preço energia Pará
Foto: Mais Retorno

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, na última semana, o início da nova bandeira tarifária. Com esse acionamento, as tarifas dos consumidores serão acrescidas em R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Esse é o valor aprovado pela Aneel em março deste ano, quando houve redução de 37% do valor da bandeira amarela, caindo de R$2,989/KWh para R$1,885/KWh.


Segundo a agência, a bandeira amarela foi acionada em razão da previsão de chuvas abaixo da média até o final do ano (em cerca de 50%) e pela expectativa de crescimento da carga e do consumo de energia no mesmo período. Esse cenário de escassez de chuvas, somado ao inverno com temperaturas superiores à média histórica do período em determinadas regiões do Brasil, faz com que as termelétricas, com energia mais cara que hidrelétricas, passem a operar mais.


Para exemplificar, com a bandeira amarela, uma conta de luz de R$ 100 passaria para R$ 102,6 com esse acionamento. Porém, o professor e economista paraense Mário Tito Almeida, afirmou ao O Liberal que a conta de energia deste mês deve aumentar para os consumidores do estado por conta do verão amazônico.


“Aqui [Pará], a gente tende a consumir mais energia durante os meses de férias, especialmente julho e agosto, pelo alto nível de calor que nós temos. Então, há uma tendência também da nossa parte de um consumo maior. Isso vai impactar consequentemente no bolso dos paraenses, porque, por exemplo, o uso de ar-condicionado, de ventiladores, aumenta muito. E durante as férias escolares, inclusive, aumentam o consumo de televisão, jogos, computadores, etc.”, declara o especialista.


O Sistema de Bandeiras

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela ANEEL em 2015 para indicar, aos consumidores, os custos da geração de energia no Brasil. Ele reflete o custo variável da produção de energia, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, bem como o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.


Com o sistema de bandeiras, o consumidor consegue fazer escolhas de consumo que contribuem para reduzir os custos de operação do sistema, reduzindo a necessidade de acionar termelétricas. Antes das bandeiras, o repasse desses custos de operação era feito apenas nos reajustes tarifários anuais, o consumidor não tinha a informação de que a energia estava cara naquele momento e, portanto, não tinha um sinal para reagir a um preço mais alto. Dessa forma, o consumidor ganha um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta.


Esta é a primeira alteração na bandeira desde abril de 2022. Ao todo, foram 26 meses com a bandeira verde. Segundo a Aneel, os consumidores precisam se adaptar as mudanças fazendo uso consciente da energia elétrica. "A orientação é para utilizar a energia de forma consciente e evitar desperdícios que prejudicam o meio ambiente e afetam a sustentabilidade do setor elétrico como um todo. A economia de energia é essencial para a preservação dos recursos naturais".


Em nota, a Equatorial Pará informou que “para minimizar o impacto da mudança da Bandeira Tarifária no valor da fatura, a concessionária orienta seus clientes para práticas de um consumo consciente, evitando o desperdício de energia. A Equatorial Energia esclarece ainda que o consumo mensal de energia é calculado pela diferença entre os registros de leitura do medidor no mês anterior e o atual, em um intervalo que pode variar de 27 a 33 dias, e é dado com base no kWh”.


Com informações do Liberal e Aneel



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